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MP que autoriza a compra de bancos em dificuldades deve ser votada nesta semana. Oposição quer modificações no texto

A Câmara dos Deputados deve votar nesta semana a segunda Medida Provisória anti-crise. A MP 443 autoriza o Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal a comprar bancos públicos e privados com dificuldades de liquidez. A oposição rejeita a medida enviada pelo presidente Lula e pela equipe econômica do governo. O presidente do Democratas, deputado Rodrigo Maia, afirmou que o partido só vai votar a favor da proposta se os governistas modificarem o texto. Confira a entrevista:

Carta Congresso – O Democratas é contra a MP que autoriza a compra de bancos em dificuldades. Qual é a proposta do partido?

Rodrigo Maia - O nosso objetivo é dar limite e transparência às ações do governo. O governo não pode, sem prazo e sem nenhum tipo de critério, aprovar uma medida provisória que não tenha o contribuinte protegido. Senão, o governo vai fazer o quiser, da forma que quiser e atender os segmentos que tiver interesse. O processo para combater a crise precisa de transparência. No mundo inteiro os recursos são aprovados de maneira transparente.

CC - O senhor acredita que é muito poder na mão do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal?

RM - É muito poder na mão de duas instituições que não deveriam ter esse papel, que cabe ao Tesouro Nacional. Por meio do Tesouro Nacional e do orçamento da União nós vamos ter transparência nesse processo e vamos para que os efeitos da recessão tenham o menor impacto possível no país.

CC - O que o senhor teme com essa Medida Provisória?

RM - O meu temor é que o governo esteja tomando uma decisão que ao invés de colaborar com o país, colaborar para que o Brasil passe por essa crise da melhor forma possível, gere mais insegurança instabilidade. Meu medo é que em vez de passar rápido, a crise no país se aprofunde por incompetência da sua equipe econômica.

CC - Se o governo não aceitar as propostas, a oposição vai optar pela obstrução?

RM - Nós acreditamos que o governo terá bom senso e não vai usar a sua maioria na Câmara para fazer o que quer. Não é dessa forma que a crise será solucionada. Ela vai ser resolvida com um debate sério e idéias de todos os partidos, da base ou da oposição. Nós queremos e vamos colaborar para um texto muito melhor do que o veio, que dê transparência e garanta que os recursos serão usados da melhor forma possível. Em momento de crise o nosso partido só usa a palavra colaboração.



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