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Líderes
do Governo
São chamados partidos governistas os que apóiam o Executivo formalmente nas votações no Congresso. Neste mandato, a composição dos partidos é bem diferente das legislaturas anteriores, já que o bloco é encabeçado pelo ex maior partido de oposição do país, o PT. No início do Governo Lula, outros tradicionais partidos de esquerda – PDT, PSB, PPS, PC do B e PV – se alinharam ao PT. No decorrer da legislatura, alguns desses partidos se afastaram e o PDT passou para a oposição. O bloco governista se aproxima cada vez mais do centro. De saída, já faziam parte do primeiro escalão o PL, do vice-presidente e agora ministro da Defesa, José Alencar, e o PTB, que ficou com o Ministério do Turismo. Depois, o PMDB chegou ao Planalto ganhando os Ministérios das Comunicações e da Previdência. Com a eleição do novo presidente da Câmara, Severino Cavalcanti (PP-PE), o PP passou a pleitear um ministério para apoiar o Governo nas votações. Na oposição, PSDB e PFL se revezam no encalço do Governo. Em alguns momentos, os partidos liberaram seus parlamentares para votar com o Governo, como no caso das reformas Previdenciária e Tributária. Mas houve votações em que os dois partidos se uniram contra o Governo, como na última correção do salário mínimo. Há ainda um grupo do PMDB, ligado ao secretário de Governo do Rio, Anthony Garotinho, que também vota contra as orientações do Planalto. Isso para não esquecer dos radicais de esquerda que foram expulsos do PT e fundaram o PSOL. Vale ressaltar a existência ativa de blocos não-formais, que, vez por outra, roubam a cena demonstrando força considerável diante do Governo. Os mais conhecidos são as bancadas ruralista e a dos evangélicos, que há algumas legislaturas se unem de forma interpartidária em torno de interesses específicos, costumando dar muita dor de cabeça ao Governo Federal. |